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26.4.18

A Dor da Perda

Por mais que nos preparemos para perder alguém que amamos, nunca estamos realmente preparados. Pior ainda é quando isso acontece sem aviso prévio. Agora está aqui e no momento seguinte já não está, mas a nossa mente teima em dizer que está. 
O meu coração está de luto. Completamente ferido e a sangrar tanto que chego a sentir que o simples facto de respirar me dói... Que vida é esta que nos leva pedaços de nós, assim, sem que tenhamos uma palavra a dizer. 

24.4.18

Filhos...


É aqui que deposito todo o meu amor, nestes dois seres que vieram dar cor à minha vida. 
É neles que deposito todos os meus sonhos. 
É por eles que vivo e me movo. 
É por eles que a vida faz sentido. 
É este o verdadeiro amor...

Hoje acordei assim, cheia de vontade de gritar ao mundo que tenho dois grandes amores e que esse amor que sinto por eles é único, infinito e puro...

Ser mãe mudou-me, fez-me perceber qual o verdadeiro sentido da vida.
Só por tudo isto a vida já valeu a pena.



BeijinhoBom


2.8.17

A liberdade do Álem

Tem alturas na vida em que a ausência de pessoas que amamos se torna mais dolorosa. Nessas vezes fecho-me em mim, pego num pedaço de papel e escrevo. Escrevo sem rumo ou sem destinatário. Simplesmente escrevo. Tem pedaços de mim espalhados por entre as mais variadas folhas. Hoje resolvi partilhar convosco um pedaço de mim que encontrei e que parece que pertence a uma outra vida, mas não, foi mesmo nesta vida mas num passado já muito distante.


13.7.16

Recomeçar

Hoje partilho convosco mais um pedaço de vida.... a vida é feita de pedaços. Os meus pedaços são meus, mas posso partilhar com quem eu quero. Os teus pedaços são teus, não vou partilhar com ninguém, a não ser que tu queira. No entanto há outros pedaços... os pedaços da minha imaginação. Aqueles que surgem como flashs quando me deito a sonhar, ou simplesmente quando me sento ao meu balouço luar e sonho acordada.
São pedaços de vidas que nos trazem mensagens... importa captá-las e quem sabe ter o dom de conseguir, com elas mudar o rumo do que caminha em sentido contrário...

Naquele dia chuvoso, num cantinho bem escuro, com o rosto entre as pernas, as recordações passavam na minha mente como flashes. Não compreendia o seu significado. Parecia que aquela não era a minha vida. Tudo passava tão rápido... será que a deixei passar e não parei para a viver?
Não, não pode ser... quero voltar atrás. Quero vivê-la intensamente. Quero aproveitar cada momento. Quero dizer amo-te às pessoas que realmente me importam...
Mas já era tarde. O tempo tinha passado e eu apenas me deixei arrastar pela vida. Apenas me preocupei com o que menos importa. Deixei que os bens materiais se sobrepusessem aos sentimentos, à família, aos amigos, às pessoas que tanto amava.
As lágrimas rolavam pelo meu rosto entristecido.
O meu eu estava como o tempo, chuvoso, triste, cinzento... como podia ter deixado isto acontecer? Como podia ter deixado a vida passar sem a ter vivido?
Agora, só agora percebia o que realmente faz sentido na vida, o que nos move, o que nos faz verdadeiramente felizes. Não podia simplesmente desistir agora. Tinha que conquistar o que tinha deixado para trás sem pestanejar... de repente um estrondo soou, o vidro da janela do meu quarto estilhaçou-se no chão.
Abri os olhos. Estaria a sonhar?
Corri para o espelho.
Não acreditava no que via. De repente o meu rosto não estava tão envelhecido. Permanecia triste, mas o tempo não tinha passado. Era apenas um sonho... um aviso talvez...
Ainda tinha tempo!
A vida tinha-me dado uma segunda oportunidade!
Olhei para a cama. Ele ainda dormia. Tudo iria mudar. Corri para o outro quarto. Os príncipes continuavam adormecidos. Peguei na minha velha cadeira de baloiço e adormeci naquele pequeno quarto.
Amanhã tudo seria diferente.

O dia amanheceria com mais cor... e eu começaria por dizer amo-te.

Imagem: Cassiane Schmidt
Texto: Paula Cardoso

11.7.16

Garra Lusitana... Parabéns Portugal!

Não, não vou ficar indiferente, não consigo...

26.6.16

Um dia diferente

Raras são as vezes que uma mãe não sente orgulho pelos seus rebentos, mas há vezes que esse orgulho ganha vontade própria e vagueia por entre a multidão. Hoje foi um desses dias. Um dia diferente, cheio de emoções, de abraços e muita ação. Um dia diferente onde as risadas ecoavam numa sala cheia de gente. Um dia diferente onde a FAMILIA esteve unida por um único fim - apoiar o pestinha, dar-lhe força, ânimo e fazê-lo perceber que sempre estaremos com ele... SEMPRE.

22.5.16

Quem sou eu


O meu gosto pela escrita é imenso. Gosto de escrever sobre beleza, gosto de escrever sobre sentimentos, gosto de escrever sobre literatura, gosto de escrever sobre maquilhagem, enfim gosto de escrever. No entanto quando o tema sou eu a coisa muda de figura.
Escrever sobre mim não é fácil. Prefiro que quem me rodeia o faça. Parece que alguém que nem sequer sabe da minha existência conseguiu destapar um pouco do véu e mostrar um pouco quem sou eu....

´

21.5.16

Amizade Eterna


Pedaços de Vidas

Sinto uma leve brisa que entra pela janela semiaberta do meu humilde quarto. Outrora diria ser apenas um leve sopro do Sr. Vento. Hoje sinto que será uma mensagem tua. Quem sabe se é a forma de me dizeres que, apesar de estares numa outra dimensão, estás bem. Que deixe de me preocupar e siga em frente.
Seguir em frente segui, mas deixar de me preocupar é impossível. Esquecer-te é inimaginável.

12.5.16

A Verdadeira Amizade


Hoje ao percorrer os olhos pela estante dos meus livros, pararam num em particular e na minha mente as palavras ecoavam... uma após a outra, como se o tivesse lido ontem. Quando se tem o coração cheio de amor para dar e para receber estas palavras nunca se esquecem...

Ao olhar em volta e verificar que muitas são as pessoas que se esquecem que ser amigo não é apenas dizer que se é. Ser amigo é ser de verdade, mesmo que ausente um amigo está presente de coração e nós sentimos que está.

Tenho amigas assim. Sei que estão comigo mesmo que estando longe, assim como eu estou com elas.
A amizade verdadeira emana um sentimento tão puro e tão mágico que só quem não sabe o que realmente é evita senti-lo ou simplesmente finge sentir.

Foi então que folheei cuidadosamente o meu velhinho livro... hum... como gosto do cheiro a papel.... e procurei, procurei, procurei e encontrei:


11.5.16

O meu outrora



Por vezes as palavras tropeçam umas nas outras e são afastadas para sítios desconhecidos, onde só a imaginação de cada um de nós consegue chegar. São palavras fortes, sentidas, sinceras e dolorosas que a nossa mente se nega a apaga-las de vez. Da janela do meu quarto consigo ver as estrelas... há uma que brilha intensamente e sei que provavelmente é alguém muito especial que olha por mim...


Longe, bem longe ainda consigo ver aquela estrela cadente que sei que devo seguir.
Não, não o quero fazer! Porquê? Não sei! Sei simplesmente que cada vez mais e mais fortes, as recordações tomam conta do meu ser e...

1.5.16

Ser Mãe

 
"Ser mãe é olhar para o que de melhor ofereci ao mundo e ama-lo eternamente..."

O meu desejo de um Feliz Dia da Mãe a todas as mães e em especial à mãe mais linda do mundo e arredores, à minha mãe.
Ela é linda, única, maravilhosa e a melhor pessoa que conheço.
Amo de paixão, amo de amor verdadeiro, amo porque amo, amo porque sim....

                                                                                                                         BeijinhoBom

21.4.16

O Medo Rouba os Sonhos

Pedaços de Vidas




Os meus olhos percorreram cada recanto daquela sala. A lareira permanecia acesa. O estalido da lenha a arder era o único som que se fazia ouvir. 
Tu permanecias adormecido a meu lado. O teu rosto estava iluminado pelas chamas. Ainda recordo cada traço teu. Cada curva do teu corpo forte. Eras mágico. Parecias não existir, ou simplesmente seres demasiado para mim.
Sentia-me feliz por estares ali, mas temia que o sol anunciasse um novo dia e partires para sempre. Temia a tua partida mais que tudo.
Mas o sol nasceu e tu partiste. Levei anos a voltar a sorrir. Levei anos a acreditar que não voltarias. Ainda sinto o cheiro daquela lareira. Agora que penso nisso percebo que cheirava a despedida. Como não percebi? Como pôde ser imbecil ao ponto de acreditar que estarias sempre ali? 
Digo a mim mesma que aquela noite foi um oásis no deserto. Que a realidade seria diferente, mas não me consigo convencer. As marcas deixadas são extremamente profundas para não terem sido reais e mais uma vez o meu sorriso apagasse... tenho que regressar àquela sala. Preciso reviver o momento e seguir em frente.
Corro... corro... corro em direção à cabana dos sonhos.
Parece envelhecida pelo tempo. 
Entro. 
O cheiro a lenha queimada parece-me familiar. Como pode o cheiro permanecer ao longo dos anos?
Percorro com o olhar cada recanto, lentamente movimento-me em direção à lareira. Um estalido mais forte chama a minha atenção. Com os olhos cobertos de lágrimas vejo um vulto, o teu vulto... não pode ser verdade!!! Estás aqui, onde tudo começou e tudo acabou.
Percebo então que não deveria ter tido medo. Deveria ter regressado no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte. Estiveste sempre aqui e eu escondida no meu medo. 
O medo rouba os sonhos e já é tempo de voltar a sonhar...



Texto: Paula Cardoso

Imagem: desconheço fonte


6.4.16

És a minha Estrelinha


Pedaços de vidas

Quando o sol se pôs compreendi que não te voltaria a ver.
Com os olhos rasos em lágrimas corri por aquela encosta sem destino. Parei num lindo prado florido. O cheiro apaziguou a minha dor.
Era noite escura e sabia que não tinha como regressar antes do amanhecer. Deitei-me a olhar o céu. As lágrimas corriam novamente. Não conseguia compreender porque tinhas partido. O meu coração batia aceleradamente. Apetecia-me voltar a correr sem parar, mas a escuridão não me permitia. Não sabia que fazer... sem ti estava perdida. Não queria sequer respirar.
Gritei, gritei sem parar, numa voz surda mas cheia de dor, de sentimento, de verdade, de amor e de saudade!!!
Senti a dor aliviar novamente.
Olhei o céu à procura de auxilio. Estava estrelado. De repente pensei: "Seria tão bom voltar a ser criança e acreditar que serias uma dessas estrelinhas e que estarias, agora, aí, a olhar para mim". Mas eu cresci e as estrelinhas já não me reconfortam. Apenas iluminam o céu e espalham a sua magia sobre a terra.
Tu és muito mais que isso, és mais que magia. Ainda consigo sentir o teu toque, o teu cheiro, o teu carinho, todo o amor que me deste mesmo quando me chamavas a atenção e me dizias que eu estava errada. Agora compreendo que isso também é amor.
Amar alguém é ser sempre verdadeiro, mesmo que essa pessoa fique magoada. A sinceridade, a honestidade são valores que se devem preservar, que se devem valorizar...
Continuei perdida nos meus pensamentos a olhar o céu.
Procurava desesperadamente por um sinal. Um sinal teu. Procurei-te infinitamente com um olhar atenta a cada pormenor, por mais pequeno que fosse e... não! Não podia ser! Uma estrela cadente passou ao longe, bem longe mas tão perto. O meu coração ficou apertado. Um estranho sentimento surgiu. A dúvida pairou em mim, ou seria apenas eu que queria mesmo acreditar que afinal a história das estrelinhas é mesmo verdadeira?

 Texto: Paula Cardoso
 Imagem: Michael Menefe

24.3.16

Uma verdadeira lição de vida

Um dia ao navegar por vários blogues deparei-me com esta história. Achei adorável e deve mesmo ser partilhada. Uma escrita simples, cativante e muito terra a terra.




nós temos tudo.

nós não temos muito dinheiro: não vamos a restaurantes, compramos marca branca, roup...a na primark. não temos iphones, nem plasmas, nem bimby. nunca comemos bifes do lombo. temos um carro que às vezes não pega. nas férias vamos às praias da caparica. vendemos o que já não precisamos para ganhar algum. tentámos emigrar para não estarmos sempre a contar tostões. nunca conseguimos poupar: nunca sobra nada. houve meses piores: em que um pacote de fraldas fazia diferença nas contas. em que adiávamos as contas da luz para o mês seguinte. mas as coisas vão correndo bem, vão andando: e às vezes compramos frango assado para o jantar. um brinquedo novo para eles. entradas no oceanário. caracóis e gelados na esplanada. o nosso frigorífico tem sempre comida. eu faço um bolo todas as semanas. vivemos bem: não sinto falta de nada.

em abril ele foi despedido.

chegou a casa: abraçou-me. pediu desculpa. disse-me: fui despedido.
disse-lhe que ia correr tudo bem, que iamos arranjar trabalho: ele, eu. eu ia servir às mesas outra vez. a maria e o miguel dormiam a sesta na nossa cama. conseguiamos vê-los: um sono já leve. vi na cara dele o medo de não ter o que lhes dar: um brinquedo novo. gelados na esplanada. uma bolacha. um medicamento. uma sopa. encostado à parede ele chorou enquanto eu lhe limpava as lágrimas.

ele começou a trabalhar este mês.

foram semanas difíceis: ele a adaptar-se a estar sempre em casa connosco. eu e eles a adaptarmo-nos a estar sempre em casa com ele. às vezes mais nervosos porque os dias passavam. às vezes mais deprimidos porque os dias passavam. às vezes com medo porque os dias não paravam de passar. é mais difícil do que se pensa: lidar com isto foi difícil.
mas passou: ele começou a trabalhar. correu tudo bem. tivemos sorte.
eles não sentiram falta de nada.

estava a pensar em todas estas coisas quando vi um apelo: uma família em dificuldades. o pai desempregado, a mãe, um filho, uma menina como a maria. pediam alimentos. pensei que podiamos ajudar. não acredito em deus: naquele momento apeteceu-me agradecer-lhe este novo trabalho. expliquei à maria o que íamos fazer: iamos comprar comida para uma menina como ela. e ela ajudou-me a colocar as coisas no cesto enquanto dizia: massa para a menina. arroz para a menina. leite para a menina. cereais para a menina. disse-lhe que se ela quisesse também podia dar um brinquedo dela à menina. quando chegámos a casa ela correu para o quarto para o escolher.
sozinha na cozinha passei os alimentos para um saco grande: a massa, o leite, o feijão, o arroz. lembrei-me que não tinha arroz agulha na minha despensa: tinha carolino, arroz de risotto, basmati, integral. não tinha agulha. guardei um dos 4 pacotes na minha despensa.
a maria apareceu à minha frente com a carolina na mão: queria dá-la à menina. perguntei-lhe se tinha a certeza. se não ia sentir falta dela: era a única boneca que ela tinha com cabelo. ela pediu durante meses um bebé com cabelo. ela disse que tinha a certeza: queria dá-la à menina: meteu-a no saco.

fui espreitar o miguel: dormia aconchegado, enrolado nos meus lençóis que cheiravam a amaciador. estava a ficar melhor da gastroenterite: dei-lhe tudo o que ele precisava nesses dias: medicamentos para as cólicas, peito de frango cozido, papa de arroz, bananas e puré de maçã, torradas com compota. não lhe faltou nada. beijei-o na testa: deixei-o dormir.

fiz uma chávena de café, cortei uma fatia do bolo que fiz naquela semana e sentei-me no sofá de 4 lugares a ver um dos 74 canais que nunca vejo. quando olhei para o lado vi a maria: estava a brincar com a carolina. perguntei-lhe se já não a queria dar. ela respondeu-me que sim, que a queria dar. estava a brincar com ela porque "às vezes vou ter saudades dela e ela vai ter saudades minhas". eu não respondi: sorri: olhei para a televisão.
à minha frente sempre: a maria. para lá e para cá. parou: com as mãos nos meus joelhos disse-me "sabes mãe, a carolina é a única que tem cabelo, mas este bebé tem dentes, este tem chapéu, este tem uma banheira e este fala.": atrás dela alinhados no chão: 4 bonecos. ela tinha um sorriso no rosto enquanto apontava para eles. "vês?"-perguntou. vi. vi: carolino, risotto, basmati, integral.
levantei-me envergonhada. eu não sou uma pessoa egoísta, a sério que não. mas senti-me a maior, a pior das egoístas: senti-me mal. mais pequenina do que ela, que com 3 anos já é tão grande. disse-lhe que sim, que via. disse-lhe que ela tinha razão. chamei-me nomes enquanto tirei o arroz agulha da minha despensa e o coloquei no saco: a carolina já lá estava outra vez.
às vezes digo que os meus filhos me mudam todos os dias, me ensinam coisas: grandes lições.
uma vez uma amiga que ainda não é mãe perguntou-me: a sério? tipo o quê?
tipo isto, "vês?".

Fonte:
http://eueleeamaria.blogspot.pt/2014/06/nos-temos-tudo.html?m=1


14.2.16

Uma Linda História de Amor

Neste dia dos namorados não posso deixar de publicar uma linda história de amor....
Fecha os olhos e deixa-te levar pela tua linda história de amor. Sim, porque uma linda história de amor não tem apenas dias felizes... uma história de amor para ser linda basta ser verdadeira.


O ser humano procura várias formas para combater a saudade. Garret escrevia cartas de amor à sua mulher, colocava-as numa garrafa e atirava ao mar... 

"22 de Julho de 1997

Minha querida Catherine,

Sinto a tua falta, meu amor, como sempre, mas hoje é particularmente difícil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase consigo sentir-te a meu lado enquanto escrevo a carta, e consigo cheirar o aroma das flores silvestres que me faz sempre lembrar de ti. Mas neste momento, essas coisas não me dão qualquer prazer. As tuas visitas têm sido menos frequentes, e por vezes sinto como se a maior parte do que sou estivesse lentamente a dissipar-se.

Estou a tentar, ainda assim. À noite quando estou sozinho, chamo por ti, e sempre que a minha dor parece ser maior, encontras constantemente maneira de voltar para mim. Ontem à noite, nos meus sonhos, vi-te no pontão perto de Wrightsville Beach. O vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinham a luz pálida do Sol que se desvanecia. Fico espantado quando te vejo encostada ao parapeito. Tu és bela, penso, enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em mais ninguém. Começo a andar lentamente na tua direção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também. «Conhece-la?» perguntam-me em sussurros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade. «Melhor do que o meu próprio coração.»

Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. é a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez.

Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos, As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objetivo na vida.

Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar.

Mas depois, como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um do outro. é um nevoeiro distante que nasce do horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma rolante, cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois.

Sinto a minha garganta a começar a fechar e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque sei que são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor do meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas. E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro porque ele é o teu lugar e não o meu. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível.

E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Dou comigo a esforçar-me por lembrar tudo acerca daquele momento, tudo acerca de ti. Mas depressa, sempre demasiado depressa, a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longínquo e eu fico sozinho no pontão e não me importo com o que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro e choro e choro.
                                                 
Garrett"

As palavras que nunca te direi
Nicholas Sparks

Fonte: http://vidacomdoissentidos.blogs.sapo.pt/177181.html

BeijinhoBom


O Renascer da Magia Nas Palavras


Apesar de já existir há uns aninhos, hoje, 14 de fevereiro de 2016 a Magia nas Palavra renasce. Torna as palavras fiéis amigas da beleza. E o que é a beleza senão palavras, palavras escritas ou ditas da boca de quem nos vê, nos ouve e nos sente? Será possível separa-las? A meu ver não! É por isso que este meu projeto renasce.

Aqui vai surgir a magia, magia de pensamentos transformados em pequenos textos para chegar a todos os que estão dispostos a seguir comigo este novo caminho. Um caminho rumo ao desconhecido. Um desconhecido que nos pode trazer momentos de alegria, de serenidade e de partilha.

Este cantinho não vai ser meu nem vai ser teu. Este cantinho vai ser de todos os que vierem por bem e estejam dispostos a partilhar comigo um pouquinho do seu tempo.

A Magia nas Palavras é o meu mundo, a minha vida, o meu refúgio e a minha essência. Decidi abrir-vos a porta e convidar-vos a entrar. Decidi que não tinha que escolher entre a beleza e as palavras. Decidi que ambas poderiam e deveriam caminhar de mãos dadas pela estrada do meu futuro... Espero que percorram esse caminho comigo. Estão prontos para caminharmos todos juntos de mãos dadas?

BeijinhoBom