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24.9.18

Uma Lição de Vida

O post de hoje, para muitos, pode ser uma história triste, mas na verdade é um incentivo, um estimulo para todos aqueles que acreditam que perderam tudo e/ou a vida não faz sentido.

Há vidas muito difíceis. Vidas que enfrentam lutas diárias e as pessoas que as vivem agarram-se a elas (vidas) com todas as suas forças. Apenas querem viver e agradecem cada segundo.

André, meu primo, de que tanto me orgulho, tinha tudo para ter uma vida cheia de sucessos. A vida que ele tanto estudou e lutou para conseguir. A um dia do sonho se tornar realidade, o destino encarregou-se de lhe roubar o sonho (esse) e o que era deixou de ser. Num minuto estava tudo bem e no minuto a seguir deixou de estar.



11.9.16

Recordações

Imagem retirada do google

Sentada neste rochedo a contemplar o mar passam por mim pequenos pedaços de vida. De uma vida longínqua que parece não ser a minha. Serão recordações minhas ou serão sonhos que gostaria de ter alcançado e por medo ou simplesmente porque desisti não chegaram a ser realizados?
Não sei, a memória já se encontra como que borrosa, uma névoa branca tapa-a, disfarça-a, ofusca pormenores que poderiam ser importantes.
Deveria ter escrito as

13.7.16

Recomeçar

Hoje partilho convosco mais um pedaço de vida.... a vida é feita de pedaços. Os meus pedaços são meus, mas posso partilhar com quem eu quero. Os teus pedaços são teus, não vou partilhar com ninguém, a não ser que tu queira. No entanto há outros pedaços... os pedaços da minha imaginação. Aqueles que surgem como flashs quando me deito a sonhar, ou simplesmente quando me sento ao meu balouço luar e sonho acordada.
São pedaços de vidas que nos trazem mensagens... importa captá-las e quem sabe ter o dom de conseguir, com elas mudar o rumo do que caminha em sentido contrário...

Naquele dia chuvoso, num cantinho bem escuro, com o rosto entre as pernas, as recordações passavam na minha mente como flashes. Não compreendia o seu significado. Parecia que aquela não era a minha vida. Tudo passava tão rápido... será que a deixei passar e não parei para a viver?
Não, não pode ser... quero voltar atrás. Quero vivê-la intensamente. Quero aproveitar cada momento. Quero dizer amo-te às pessoas que realmente me importam...
Mas já era tarde. O tempo tinha passado e eu apenas me deixei arrastar pela vida. Apenas me preocupei com o que menos importa. Deixei que os bens materiais se sobrepusessem aos sentimentos, à família, aos amigos, às pessoas que tanto amava.
As lágrimas rolavam pelo meu rosto entristecido.
O meu eu estava como o tempo, chuvoso, triste, cinzento... como podia ter deixado isto acontecer? Como podia ter deixado a vida passar sem a ter vivido?
Agora, só agora percebia o que realmente faz sentido na vida, o que nos move, o que nos faz verdadeiramente felizes. Não podia simplesmente desistir agora. Tinha que conquistar o que tinha deixado para trás sem pestanejar... de repente um estrondo soou, o vidro da janela do meu quarto estilhaçou-se no chão.
Abri os olhos. Estaria a sonhar?
Corri para o espelho.
Não acreditava no que via. De repente o meu rosto não estava tão envelhecido. Permanecia triste, mas o tempo não tinha passado. Era apenas um sonho... um aviso talvez...
Ainda tinha tempo!
A vida tinha-me dado uma segunda oportunidade!
Olhei para a cama. Ele ainda dormia. Tudo iria mudar. Corri para o outro quarto. Os príncipes continuavam adormecidos. Peguei na minha velha cadeira de baloiço e adormeci naquele pequeno quarto.
Amanhã tudo seria diferente.

O dia amanheceria com mais cor... e eu começaria por dizer amo-te.

Imagem: Cassiane Schmidt
Texto: Paula Cardoso

26.6.16

Um dia diferente

Raras são as vezes que uma mãe não sente orgulho pelos seus rebentos, mas há vezes que esse orgulho ganha vontade própria e vagueia por entre a multidão. Hoje foi um desses dias. Um dia diferente, cheio de emoções, de abraços e muita ação. Um dia diferente onde as risadas ecoavam numa sala cheia de gente. Um dia diferente onde a FAMILIA esteve unida por um único fim - apoiar o pestinha, dar-lhe força, ânimo e fazê-lo perceber que sempre estaremos com ele... SEMPRE.

21.5.16

Amizade Eterna


Pedaços de Vidas

Sinto uma leve brisa que entra pela janela semiaberta do meu humilde quarto. Outrora diria ser apenas um leve sopro do Sr. Vento. Hoje sinto que será uma mensagem tua. Quem sabe se é a forma de me dizeres que, apesar de estares numa outra dimensão, estás bem. Que deixe de me preocupar e siga em frente.
Seguir em frente segui, mas deixar de me preocupar é impossível. Esquecer-te é inimaginável.

11.5.16

O meu outrora



Por vezes as palavras tropeçam umas nas outras e são afastadas para sítios desconhecidos, onde só a imaginação de cada um de nós consegue chegar. São palavras fortes, sentidas, sinceras e dolorosas que a nossa mente se nega a apaga-las de vez. Da janela do meu quarto consigo ver as estrelas... há uma que brilha intensamente e sei que provavelmente é alguém muito especial que olha por mim...


Longe, bem longe ainda consigo ver aquela estrela cadente que sei que devo seguir.
Não, não o quero fazer! Porquê? Não sei! Sei simplesmente que cada vez mais e mais fortes, as recordações tomam conta do meu ser e...

21.4.16

O Medo Rouba os Sonhos

Pedaços de Vidas




Os meus olhos percorreram cada recanto daquela sala. A lareira permanecia acesa. O estalido da lenha a arder era o único som que se fazia ouvir. 
Tu permanecias adormecido a meu lado. O teu rosto estava iluminado pelas chamas. Ainda recordo cada traço teu. Cada curva do teu corpo forte. Eras mágico. Parecias não existir, ou simplesmente seres demasiado para mim.
Sentia-me feliz por estares ali, mas temia que o sol anunciasse um novo dia e partires para sempre. Temia a tua partida mais que tudo.
Mas o sol nasceu e tu partiste. Levei anos a voltar a sorrir. Levei anos a acreditar que não voltarias. Ainda sinto o cheiro daquela lareira. Agora que penso nisso percebo que cheirava a despedida. Como não percebi? Como pôde ser imbecil ao ponto de acreditar que estarias sempre ali? 
Digo a mim mesma que aquela noite foi um oásis no deserto. Que a realidade seria diferente, mas não me consigo convencer. As marcas deixadas são extremamente profundas para não terem sido reais e mais uma vez o meu sorriso apagasse... tenho que regressar àquela sala. Preciso reviver o momento e seguir em frente.
Corro... corro... corro em direção à cabana dos sonhos.
Parece envelhecida pelo tempo. 
Entro. 
O cheiro a lenha queimada parece-me familiar. Como pode o cheiro permanecer ao longo dos anos?
Percorro com o olhar cada recanto, lentamente movimento-me em direção à lareira. Um estalido mais forte chama a minha atenção. Com os olhos cobertos de lágrimas vejo um vulto, o teu vulto... não pode ser verdade!!! Estás aqui, onde tudo começou e tudo acabou.
Percebo então que não deveria ter tido medo. Deveria ter regressado no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte. Estiveste sempre aqui e eu escondida no meu medo. 
O medo rouba os sonhos e já é tempo de voltar a sonhar...



Texto: Paula Cardoso

Imagem: desconheço fonte


6.4.16

És a minha Estrelinha


Pedaços de vidas

Quando o sol se pôs compreendi que não te voltaria a ver.
Com os olhos rasos em lágrimas corri por aquela encosta sem destino. Parei num lindo prado florido. O cheiro apaziguou a minha dor.
Era noite escura e sabia que não tinha como regressar antes do amanhecer. Deitei-me a olhar o céu. As lágrimas corriam novamente. Não conseguia compreender porque tinhas partido. O meu coração batia aceleradamente. Apetecia-me voltar a correr sem parar, mas a escuridão não me permitia. Não sabia que fazer... sem ti estava perdida. Não queria sequer respirar.
Gritei, gritei sem parar, numa voz surda mas cheia de dor, de sentimento, de verdade, de amor e de saudade!!!
Senti a dor aliviar novamente.
Olhei o céu à procura de auxilio. Estava estrelado. De repente pensei: "Seria tão bom voltar a ser criança e acreditar que serias uma dessas estrelinhas e que estarias, agora, aí, a olhar para mim". Mas eu cresci e as estrelinhas já não me reconfortam. Apenas iluminam o céu e espalham a sua magia sobre a terra.
Tu és muito mais que isso, és mais que magia. Ainda consigo sentir o teu toque, o teu cheiro, o teu carinho, todo o amor que me deste mesmo quando me chamavas a atenção e me dizias que eu estava errada. Agora compreendo que isso também é amor.
Amar alguém é ser sempre verdadeiro, mesmo que essa pessoa fique magoada. A sinceridade, a honestidade são valores que se devem preservar, que se devem valorizar...
Continuei perdida nos meus pensamentos a olhar o céu.
Procurava desesperadamente por um sinal. Um sinal teu. Procurei-te infinitamente com um olhar atenta a cada pormenor, por mais pequeno que fosse e... não! Não podia ser! Uma estrela cadente passou ao longe, bem longe mas tão perto. O meu coração ficou apertado. Um estranho sentimento surgiu. A dúvida pairou em mim, ou seria apenas eu que queria mesmo acreditar que afinal a história das estrelinhas é mesmo verdadeira?

 Texto: Paula Cardoso
 Imagem: Michael Menefe